segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Votos


Neste novo ano novo,
 desejo lhe enviar:
Branco da paz, azul do infinito;
Amarelo do ouro e um coração bem vermelho.
Numa enorme panela gigante, tipo caldeirão escaldante,
Colocarei misturados por uma colher abusada.
Quero tudo bem mexido guardado num recipiente,
Daqueles enormes vitrais,feito assim belo presente.
Um tope brilhante dourado, colocarei enfeitando,
Salientando a embalagem,  decorada, iluminada.
Nem pensar em esquecer, um cartão nele contendo
Palavras de sabedoria ou oferecendo companhia.
 Muitos beijos adocicados no envelope acrescentados
 Remetidos , enviados, como retorno
Quero ser seu grande e sincero abraço.


  Máyra S. L.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Um pedido de perdão





         Os fogos já anunciavam a chegada de um novo ano. Era noite, e ele saiu pelas ruas sem destino. Recusou convites de amigos para a sua companhia. Na rua, via casais de mãos dadas e felizes, crianças acompanhadas dos pais, e tudo aquilo o deixava mais frustrado e triste. Chorou muito.  Sentou-se numa praça e telefonou para a pessoa que muito amou.Ela atendeu o telefonema, mas nada respondeu. Ele sabia que ela estava no outro lado da linha, aproveitou para pedir perdão pelos seus erros, e tudo o que a fez afastar-se dele.

      - Estou pedindo perdão pelos meus erros, minha amada. Sei que está me ouvindo, e isso já é o bastante para mim, e peço que não desligue. Sei que está feliz, e nossos filhos também, e sei que estão juntos de ti. Eu os deixei para viver uma aventura amorosa, mas não durou, estou só. Agora entendo o quanto eu errei, entendo o quanto magoei e sei perfeitamente o quanto está magoada comigo. Meu amor! Meu grande amor, peço que me perdoe por tudo o que de mal eu fiz.  Nem posso pedir para voltar. Seria injusto de minha parte. Hoje, tudo o que eu queria era estar junto de minha família. Entrar um Novo Ano e duradouro. Mas se eu tiver o seu perdão pelo que fiz, ficarei aliviado e feliz. Neste momento, eu só penso em uma mudança na minha vida. Ser fiel às pessoas que me amaram. E o que mais peço e faço neste momento, um pedido de Perdão! Um pedido de Paz, para que eu possa um dia, morrer em Paz.

      Então, nunca devemos magoar as pessoas que amamos, pois dentro do coração delas, está o seu.


Carmen Gomes
Imagem: Google

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Mais presente do que nunca!



É sempre bom e agradável dar presentes para expressar carinho e admiração por quem gostamos, principalmente nesta época do ano. E ficamos verdadeiramente felizes ao sermos responsáveis pela felicidade demonstrada pelas pessoas, devido aos presentes que damos. Aliás, se prestarmos atenção, vamos perceber que é assim mesmo que sempre acontece: ao fazermos o bem a alguém, em qualquer circunstância, estamos no mesmo instante fazendo o bem a nós também, pois é tão grandiosa a satisfação que sentimos em dar alegria ao outro, que normalmente ficamos ainda mais alegres do que ele por isso.

E o que é melhor: podemos presentear a todo instante, todas as pessoas com as quais nos relacionamos. Temos sempre muito a dar! Por exemplo: dar mais compreensão...  Como? Esforçando-nos para evitar possíveis desentendimentos (vale lembrar o sábio e oportuno dito “quando um não quer, dois não brigam”), podemos dar sorrisos, sinceros elogios, gentilezas, entre tantas manifestações de amor e paz, que resultam sempre em convívios de amor e paz... Importante não nos esquecermos de pôr na lista uma das mais justas e nobres formas de demonstrar apreço por alguém, que é saber nos colocar no lugar desse alguém em certas atitudes suas, com as quais não concordamos, mas através desse exercício de autoprojeção poderemos verificar honestamente que se estivéssemos na mesma situação, quem sabe não faríamos igual... ou até pior do que o outro fez!

Esse tipo de reflexão nos faz compreender que não precisamos esperar o final do ano, ou ocasiões especiais, para demonstrar carinho pelas pessoas e harmonizar nossas relações. Vamos sempre dar presentes de Natal, sim, para alegrar quem gostamos, e nos alegrar com isso. Mas no dia seguinte, e em todos os dias seguintes a esse, que a vontade sincera de beneficiar os outros não fique só naquele presente do passado, mas que se faça mais presente do que nunca, pois sempre que ajudarmos alguém a resolver qualquer problema, certamente estaremos dando tudo o que esse alguém mais gostaria de ganhar no momento!

Que se possamos cada vez mais estar junto às pessoas de quem gostamos, presenteando-as com atitudes adequadas para beneficiá-las, o que deixará fatos e lembranças realmente importantes em suas vidas... E o verdadeiro espírito de união, amor e solidariedade assim se fará presente!


Cleo Boa Nova
Imagem: Google


domingo, 21 de dezembro de 2014

Natal dos Esquecidos



       Aproxima-se o Natal. Esqueço-me um pouco dos políticos corruptos e das guerras injustas. Penso nos meninos de rua, esses que dormem ao relento e ao despertar famintos, percorrem ruas olhando vitrines que lhes aguçam a vontade dos olhos e da boca: a rua é o seu alimento, proteção e vida.
       Penso nas crianças vítimas da exploração, da prostituição e da pornografia pelos mercadores da carne humana, aproveitando-se das chagas do subdesenvolvimento em muitos países.
       Penso nas crianças órfãs da guerra e naquelas que sucumbiram ante a prepotência dos impérios e da insanidade dos terroristas.
       Penso nas crianças famintas da África, nas refugiadas das guerras para as quais os dias e noites são uma longa e interminável espera até que a morte as acolha ou os abutres as devorem.
PARA ESSAS CRIANÇAS NÃO HAVERÁ NOITE DE PAZ E AMOR.

Aproxima-se o Natal. Igual aos anos anteriores, a maior parte dos homens continua egoísta e omissa. Mais uma vez, não haverá em seus corações e consciências o sentimento de BOA VONTADE e AMOR AO PRÓXIMO!

 Esse texto é de autoria de uma ilustre convidada:
   Ceres Marylise Rebouças, escreve poemas, crônicas, ensaios e artigos de opinião. É membro e atual vice-presidente da ALITA - Academia de Letras de Itabuna e de várias academias de letras em outras cidades e estados do Brasil, da Sociedade dos Poetas Brasileiros Aldravianistas; da REBRA – Rede de Escritoras Brasileiras e da Divine Academie Française des Arts, Lettres et Culture, em Paris.   Pertence a diversos grupos literários nacionais e aos internacionais (Poetas del Mundo, Unión Hispanomundial de Escritores, Associação Internacional de Poetas e Clube Internacional de Poetas e Escritores – C.U.P.E).
      Co-autora de várias antologias nacionais e internacionais em português e espanhol, também escreve mensalmente para as revistas gaúchas RS Letras, CAOSótica e para as lusófonas EisFLUÊNCIAS e FÊNIX. Na região sul da Bahia, colabora eventualmente com os jornais TRIBUNA DA REGIÃO e DIÁRIO BAHIA.
  ceres.marylise@gmail.com

Imagem: Google

sábado, 20 de dezembro de 2014

O Cão


Farejo aqui e ali. Procuro por sacos e latas de lixo. A fome aperta. Olho para cima e vejo luzes, tantas luzes. Pequenas, grandes, amarelas, vermelhas, verdes. Tantas cores! E sinto uma agitação muito grande tomando conta da cidade. Não entendo, mas sinto. O que  acontece? Por que tantas luzes, tanta agitação?
Sigo meus passos. Fome e frio apertam a barriguinha. De repente, um ajuntamento de pessoas, numa praça. Que se passa na praça?... Aproximo-me devagar. Tenho medo de que me enxotem. Logo, ouvirei:
-                  Tirem esse cão sarnento daí?
-                  Passa fora!
-                  Rua!!!  (Ah! Já estou na rua.).
Mas... interessante. Passo entre as pessoas, ao lado das pessoas, na frente delas, por trás. Ninguém me enxota. Parece até que algumas me dão passagem. Olham-me com olhar de piedade. Ah! Devo estar sarnento, fedorento. Estão com nojo de mim.
Súbito, vejo outras pessoas mais adiante num espaço superior. Um palco. Sim, é isso. Um palco. Ocorre um teatro ali. Espera! Já vi isso antes. É uma representação do nascimento de Jesus. Olha! Um rosto conhecido e triste. Parece que chora. É o do José. Vou me aproximar do José. Gosto dele. Subo ao palco. Ouço vozes:
-         Quem é aquele?
-        Por que sobe ao palco pela frente?
-        Tirem-no daí!
-        Vai estragar o espetáculo!
Neste momento, José modifica seu semblante. Abre os braços. Corre ao meu encontro.
-         Meu filho!!! Meu filho!!!
Abraça-me tanto que quase quebra meus ossos. Depois, vai ao centro do palco e anuncia:
-         É um milagre! O milagre do Natal! O milagre de Deus! Este é o meu filho! Ele desapareceu há vários dias!... Jesus o trouxe de volta! Obrigado, Senhor!!! 
Ajoelha-se e reza, enquanto chora. As pessoas da plateia, uma após outra, ajoelham-se e rezam com meu pai. E eu desperto do meu longo sonho infantil. Não sou um cão. EU SOU UM MENINO.

Conto de Natal de Liti Belinha Rheinheimer

Imagem: Google

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Natal




Natal


Natal...
Época de paz, amizade, felicidade.

Natal é...
Um encontro de paz e amor,
Onde a chave da vida,
É o carinho e a compreensão,
Que iluminam nosso caminho.
Até Jesus...
Até Deus...

Natal é...
Luz, vida e paz.

Natal é...
Onde a humanidade sorri e se abraça,
Se completa.
E vê no próximo tudo aquilo
Que é bom e bonito.

Natal é...

A esperança de um mundo melhor.


Luana Jenifer
Imagem: Google

sábado, 6 de dezembro de 2014

Uma calçada que brilha…




Sim! Uma calçada brilhante
Para luzir o advento
Pois vem chegando Jesus Menino!
Frágil nos dando fortaleza!
Pobre nos trazendo riqueza...
O brilho da calçada formado
Por pequenas pétalas de flor amarela
Muito bela!
Imitando uma chuva de ouro...
Pois estamos recebendo
No coração um
TESOURO!


Eloísa S. Moura
Imagem: Google

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

É Advento


É   Advento


Enfeita sua árvore, com bolas, estrelas, mil cores, amores.
Coloque uma guirlanda, verde, enorme, abusada,
Incrementada naquela sua porta de centro.
Daquelas que mostram a tempo, o santo tempo: advento!
Abra as janelas, cortinas, coloque a canção natalina.
Na mesa um peru gigante com frutas, flores, sabores.
Faça e envie cartões com mensagens diversas, completas,
Bolachas cobertas de mel, glacê ou somente creme, 
Luzes piscantes, flamejantes, ensaiando um ditado
Antigo, ou somente algo bem comovente...
Faça tudo que vier em sua mente,
Escolha crianças pequenas, dê-lhes algum presente,
Entre neste clima tão belo
Faça você um Natal diferente!
Nem se esqueça é tempo de Advento!


         Máyra S L.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Pequenos grandes poemas



Abraço


Tantas coisas podem ser dadas,
compradas e repassadas.
Tantos momentos existem.
Quão poucos persistem!
De tanta saudade, eu faço
fantasias em teu regaço.
Desejo,sedento,mais um abraço.



Cadeira vazia


Ela estava lá, bem dolente,
Sentada, arrumada, sempre presente.
Meu porto seguro,
Meu amparo, afago,
Minha alegria.
Agora, na sala, só nostalgia.
Lembranças tão doces e uma cadeira vazia.

Renate Gigel
Imagens: Google

sábado, 22 de novembro de 2014

Melancolia



Mostra de não estar bem consigo mesmo,
Modo de viver isolado,
Mistura de sentimentos,
Migalhas de angústia e dor,
Motivada por uma tristeza sem fim,
Morte da alegria de viver,
Melhor libertar-se dela, procurando ajuda.



Terezinha  Brandenburger
Imagem: Google

domingo, 16 de novembro de 2014

Escrever




Pelo tempo dos tempos,
buscas, pergaminhos,
documentos...

Pelos caminhos da história,
fatos, boatos,
memórias.

Já foi pedra,
chão, parede,
papiro...

Traz à tona guardados esquecidos,
amores, sentimentos,
olhares embevecidos.

Guarda segredos,
Envolve em mistérios,
Doces lembranças ou graves adultérios!

Conquista de uns, em privilégio,
Castigo de outros, em sacrilégio..

No fim de tudo,
quem não quer ter
o maravilhoso poder
de escrever?

Escrever!

Renate Gigel
Imagem: Google
.


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Ao livro

Ode ao livro

O livro é o amigo que cala
O livro é amigo que fala
Façamos silêncio para escutá-lo
Qual é a nova que o livro vem nos falar?
Pode ser aventura...
Presente ou futura!
Uma ruptura no tempo e no espaço...
O livro nos traz da vida um pedaço!



Ao livro

O livro na praça
Desfila com graça!
É pena que a praça
Não o veja passar...
O livro encontrou seu lugar!
No meio do povo sempre
Deve estar!

Eloisa S. Moura

Imagem: Google

sábado, 1 de novembro de 2014

Labirinto





Vivendo e aprendendo com as desilusões.
Quando jovens, elas passam.
Quando velhos, elas ficam.
Ficam nos pensamentos a torturar.
A cabeça fica confusa e se perde.
E a lógica some de tudo.
Ficamos em um labirinto,
Que parece não ter fim.
Onde que, por mais que andemos,
Não conseguimos sair.
E sair para onde?
Para um coração magoado?
Para uma vida triste?
Acho que para muitos,

O labirinto é melhor...

Luana Jenifer
Imagem: Google 

domingo, 26 de outubro de 2014

Ressuscitar












Renovar as promessas do batismo,
Reascender a chama do amor,
Retomar o caminho do bem,
Reconhecer os próprios erros,
Repensar o modo de viver,
Romper com o submundo dos vícios,
Ressurgir das trevas para a luz!
Terezinha Brandenburger
Imagem: Google


domingo, 19 de outubro de 2014

Feira de Tapioca




O que é a feira do livro para você?
Reunião de escritores, venda de livros, cultura, fóruns, acessibilidade...
Mas e o vendedor de tapioca?
O que tem a ver um vendedor de tapioca com a feira do livro?
Tudo a ver.
Para o vendedor de tapiocas, a feira do livro é... apenas mais uma oportunidade de...vender suas tapiocas.
Enquanto as pessoas visitam a feira, conferem os lançamentos literários, ele está ao redor de seu fogareiro de duas bocas, com as bochechas vermelhas pelo calor, concentrado para dar conta de atender a fila enorme que se formou em frente a sua banca.
- E para você o que vai?
- Uma salgada de palmito e queijo.
- O queijo está acabando, pode ser catupiri?
- Pode, mas só um pouquinho.
- E a doce, de que você quer?
- Morango com chocolate.
- Branco ou preto?
- Preto.
E assim vai a sequência de colocar a farinha branca de mandioca na frigideira, espalhar bem com o garfo torto em forma de anzol, passando diversas vezes, como que acariciando, para não deixar caroços na farinha.
Ele é generoso no recheio, coloca uma colherada, mais uma.
- Chega! Já está bom.
Quantos anos tem esse menino? 16, 18?
Jovem ele para já ter a responsabilidade de ser um "chef das tapiocas".
- Você está sozinho? Se tivesse mais alguém para te ajudar, renderia mais, conseguiria vender mais tapiocas.
- Minha mãe é que trabalha aqui, mas ela estava muito gripada e teve que ir para casa, então tive que substituí-la.
- Mas você está se saindo bem, sabe fazer direitinho.
E já vem mais um pedido:
- Coco com chocolate.
- Branco ou preto?
- Vai leite condensado?
Enquanto isso, ao fundo, se ouvem os primeiros acordes da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo, avisando que o espetáculo vai começar, mas o menino nem ouve, não faz diferença se o som é de uma orquestra ou de um tambor, a única coisa que interessa é com quanto dinheiro ele voltará para casa para mostrar para sua mãe que conseguiu dar conta do recado.
Qual é o nome do menino, sua escolaridade, seus sonhos?
Não sei.
Sei apenas que ele é o esforçado vendedor de tapiocas.



Aida Pietzarka

Imagem: Google 

domingo, 12 de outubro de 2014

A Criança e o Livro


                                              
Parado na janela, à toa,
olho as estrelas do céu.
De súbito, um vento forte me balança.
Que foi?... Uma estrela cai do céu
e, sorridente, pousa na minha cama.

Vendo estrelas na cama?
Decerto perdi o juízo!!
Mas... eis que ela pula para minhas mãos
e conta histórias,
relatos de países distantes,
de árvores e outras plantas,
fundo do mar, peixes,
galáxias e seres estranhos.
seres humanos, dos seus feitos,
sonhos, aspirações, mistérios.

Viajo por todos os continentes,
Rio, choro, navego pelos rios
nado pelos sete mares,
subo montanhas,
transponho florestas
desço pelos vales
viajo pelas galáxias mais distantes.

Minha estrela sorridente não tem cinco pontas, não!
Não tem mais que cinco, nem menos!
Minha estrela sorridente não brilha no céu!
Minha estrela nunca está longe de mim.
Brilha onde estou.
Brilha bem dentro de mim!

Uma estrela sorridente
também pode estar perto de ti.
Minha estrela sorridente és tu...
LIVRO.


Liti Belinha Rheinheimer
Imagem: Google



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

De repente o céu fecha!


De repente o céu fecha para balanço!
São Pedro embala-se em uma
Cadeira...
Manda uma brisa ligeira
Move nuvens, esconde
O Sol...
Sol...intenso, céu imenso...
Fica cinza degradê
Até onde o olho vê...
Lembro de você!
Que gosta muito de chuva...




Eloísa S. Moura

Imagem: Google

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Homenagem à Literatura



Liberdade de escrita
Introspecção
Tempo de saber
Energia para a cultura
Rapidez e lentidão
Amor e ódio
Tudo o que se possa imaginar
Unidades escritas
Raros documentos
Amados ao passar dos anos

Concretas escritas
Obras perfeitas
Nada para rasurar
Sabendo
Conhecendo
Interagindo em
Êxito total
Nunca perdido
Criticado mas amado
Incompreendido até pelo seu
Autor

Escrevendo
Saboreando
Criticando as
Raríssimas
Inquietas e
Ternas
Alucinações

Literatura, consciência escrita.

Luana Jenifer

Imagem: Google

domingo, 28 de setembro de 2014

A revanche.



Para começar,
A transformação.
De dez,a redução.
Agora foram só dois!
Mas, imaginem, o que vem depois.
Parece que, por espanto,
Não perdeu de todo o encanto.
Claro que não teve risadas em profusão
Nem piadas de montão.
Mas teve seu charme!
Imaginem, carro de aluguel.
Como mesmo do tempo seria a previsão?
Frio, é claro, ainda dá pra levar casacão.
O carro escolhido então qual seria?
Confortávelcom GPS, inevitável.
Mas e ar condicionado?
Não, não precisa! Temperatura estável.
Tudo bem, tudo legal,
Avião, claro que sem lanche, mas pontual.
Chegada na hora, mas que surpresa!
-“Ai que calor, como dizem : “_ oh, tá quente, gente”
Meu senhor, sem ar condicionado no carro? Já deu pavor.
A moça, gentil, entrega a chave e diz:
-“Vem com bônus, viagem feliz!”
E eu, roxa de raiva, ou de calor,
Entro no carro e aguento o vapor.
“Nunca mais vou me deixar levar por dúvida tal que me deixe tão mal”
Abre janela, fecha janela, abana, resmunga, tenta dormir...
A estrada é longa, preciso me distrair.
Olho o painel, o rádio, o ar......epa! que é isso? Um botão?
Vou experimentar. Ligo, ruído, sinto o ar!
“ Tá brincando de ar condicionado?” pergunta ao meu lado?
“Não! Não acredito, tem ar e agora está ligado!”
Hahahahahahahaah!
Este era o bônus que dois bobos pagaram o ônus...
Mas chegaram bem.
Reviram e relembraram a padaria.
Sentiram saudades dos amigos ausentes.
Comeram de tudo, lógico que ficaram bem mais contentes,
Lembraram-se da turma, de todo o andor;
Mas imaginem, até conseguiram um secador!
Nem precisei lembrar do meu nome ( Elvira, não é?)
Meu senhor!
Momentos bem lindos,
Festa e luz.
Bonita homenagem,
Muita emoção.
Recebo minha “estauta”,
Vibram a alma e o coração.
Passeios, lembranças, mais algumas andanças,
E já passou.
Arruma a mala, volta pra estrada.
Claro que dessa vez não passa calor!
O que será que aconteceu?
Foi apenas profecia do ano anterior:
- Ah, se voltarem, vão me pagar!
Zoaram, não foi, pois agora andem com um carro sem ar!
A revanche!
E por isso teve mais uma história pra se contar.
Itabira capítulo 2014.

Renate Gigel

Imagem: Google