sábado, 9 de dezembro de 2017

Vida dolorida




Saber de um sentimento
E não fazer nada,
É uma luta, um luto...
Coração magoado.

Não ter certezas nem das ações,
Caminhos cortados,
Atirados de lado
Entregues ao acaso.

Dor tão profunda...
Angustia sem par,
Sem tempo para viver.
Luana Jenifer

Imagem: Clube da mulher

sábado, 18 de novembro de 2017

Primavera



Chegou novamente,
Exuberante, colorida, perfumada, linda...
Sempre esperança!
Desabrochar... renascimento, vida latente
De flores,
De pássaros, de amores...
Dádiva infinita!
Amor...Carinho de Deus,
A nós,
Que não temos tempo
De agradecer!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

My swet Love



Me dei toda assim,ao pegar sua mão,dizer i loveyou
Me dei toda ao lhe querer de volta,suplicar seu amor seu olhar
Me dei inteira,sem eira nem beira,recuperando as geleiras
Me entreguei,meu doce licor, suave ,delicioso amor
Me entreguei, desmedida, desvalida, esquecida puro amor.
Me senti inteira, abraçar, falar do que sempre quis
Dizer do ar, do nada, simplesmente de mim
Me encontrar primeira,naquela cena, puro amor. 
Assim fui dizendo inteira do que sempre fui
E sempre serei para você meu doce amor.
Retribua, por favor.
Sempre serei seu eterno amor.
 MSLMaymay
Imagem:thebridalbox.com

sábado, 7 de outubro de 2017

Arco-íris



Busca eterna, no infinito,
Arco-íris,
Que bonito!

Róseos pensamentos,
Amarelas flores,
Brancas certezas,
Rubros amores...

Violáceas esperanças,
Alaranjados encontros.
Vai e vem de cores
 Fuga das dores.

Preto, branco, azul anil...
Olhos e beijos,
Criança gentil.

 Procura, subindo,
Desliza ao descer,
Em curva sinuosa
Ver o tempo correr.

Busca o tesouro.
Da lenda o encanto,
Sonha com  ouro!

Arco-íris da vida,
Esperança incontida.
Acelera o coração.

Desfaz névoas, surge luz.
Torna forte e conduz:
O pote, à fé,
O ouro , ao amor!
Inebriada, canta em louvor.

Renate Gigel
Imagem: luz crística - blogger



sábado, 30 de setembro de 2017

Reunião de Família



Abraços sorrisos
Reunidos e unidos
Instantes importantes
Mensagens na memória
Momentos que não voltam
Vidas que se reencontram...
E tecem muitas histórias...
Glórias, vitórias, lágrimas...
Humanidade é verdade!
Diferentes  na idade..
Iguais no coração!

Eloísa S.  Moura

Imagem: Bichinhos Amados - blogger

sábado, 23 de setembro de 2017

Quero-Quero



É uma pequena ave, de altivo porte.

Esperta e alerta como ela só.

Tem o penacho da águia real,

O voo do corvo e a laringe do gato.

 

Sentinela dos pampas, noite e dia,

E a qualquer ruído, solta o seu estridente

“Quero Quero”.

 

Ave símbolo do Rio Grande,

Tem no campo, o seu “habitat” preferido,

E o grande estadista Rui Barbosa

Nomeou-a como Chanceler dos nossos potreiros!

Terezinha Brandenburger
Imagem:VÍRUS DA ARTE & CIA

sábado, 16 de setembro de 2017

Chasques de Saudade



Raízes campesinas,
Mandam chasques de saudade,
Na garupa
Do tempo que passa
A galope,
Trazendo, agora, pra mim,
Doces reminiscências...
O sabor da pitanga;
Arvoredo... passarinhos...
O murmúrio da sanga...
Minha Querência!



Zulma de Bem

Imagem: G1 – Globo.com



Para saber mais sobre este tipo de composição chamado overtrip, consulte FABRE, Mardilê Friedrich. Confidências em Overtrips.Cruz Alta: Gaya, 2017.


sábado, 9 de setembro de 2017

Os olhos são janelas da alma...





Dois completos estranhos entrecruzam seus olhares, e foi só o que bastou. Não havia como imaginar tamanha ligação que aconteceria, mas foram só, apenas olhares, aquele momento inconsciente e aquele choque percorrendo o corpo, mas tudo se apaga, e voltam para o mundo real, já fora do campo de visão.

Quem é ele?

Quem é ela?

O que aconteceu?

Perguntas ficam soltas no ar...

Mas agora é tarde... Ambos já seguiram sua vida, sua rotina. Mas a vida é esperta, ela sabe o que preparar e como fazer. O que se passou ali não foi mero acaso, algo vai acontecer...
O dia corre como de costume. Ele vai ao trabalho, almoça, volta para casa, mas ela não sai de seu pensamento... Os olhos... ele não esqueceria aqueles olhos...

Em casa, ele toma seu banho, come um lanche e checa seus e-mails. Recebe alguns convites de redes sociais e não tendo o que fazer, além da pensar na mulher desconhecida, verifica as solicitações. Em um grupo, ele nota uma mulher semelhante àquela. Ela residia muito longe, em outro estado. Mesmo acreditando não ser ela, achou que valeria a pena mandar-lhe um convite de amizade, algo lhe havia chamado atenção. Então o fez.

Ela levou um susto ao receber o convite do homem que com quem havia cruzado mais cedo. Como ele a achou? Um pouco assustada, ela decide deixar pendente a resposta. Tentar encontrar algo sobre ele na internet, mas nada... O estranho é que ela sentia uma curiosidade imensa, ela olhava para a imagem, a fotografia dele na tela e algo a puxava, havia um magnetismo, como pela manhã, quando trocaram olhares. Então ela percebeu que seu local de residência ainda permanecia inalterado, que estava como se ela residisse em outro estado, então só teria que tomar cuidado para não se cruzaram tão cedo novamente. Respirou fundo e aceitou o convite.  Agora era esperar para ver.

Logo estavam trocando muitos segredos, conversavam como se fossem velhos conhecidos, e aquela ligação entre eles parecia aumentar. Mas mesmo com tudo isso, ela não lhe contava que morava a poucos minutos dele.

 No entanto, as coisas aos poucos foram mudando, eles estavam muito próximos, e ela sonhava com todas as histórias de encontros que eles criavam juntos a distancia. Ela precisava se afastar ou assumir que estava mentindo para ele. Não sabia o que iria machucar mais: ela o deixar, não falar mais com ele ou ver a mágoa que ele lhe devolveria ao saber da mentira. Ela acreditou que a saudade doeria menos, e assim o excluiu de suas redes e bloqueou suas mensagens no e-mail. Para ele, ela havia sumido, como se nunca tivesse existido, ela se apagou na rede...

Ele ficou sem chão, achando que tudo não passou de delírios dele, loucuras... Não havia mais nada, nada que confirmasse que ela existia, a não ser a única foto que ele havia salvado em seu computador, do perfil dela, logo no começo da relação. E só isso...
Dias passaram, semanas, e nada... Ele não a encontrava em nenhuma rede, seus e-mails retornavam, e ninguém sabia lhe dizer nada sobre ela. Mas ele não desistiria.

Todos os dias ele vasculhava as ruas e fazia uma promessa silenciosa: se a encontrasse ela novamente, ele não nem perguntaria, pegá-la-ia pelo braço e arrastá-la-ia para qualquer lugar onde pudessem ficar a sós, mesmo arriscando a levar uns tapas ou ser perseguido pela polícia, se ela gritasse por socorro. Essas imagens lhe causavam uma confusão de sentimentos: era tensão, tesão, adrelina... Tudo junto. Todos os dias ele pedia em orações que a encontrasse, e pedia coragem para fazer o que prometia.
Ela se cuidava ao máximo. Havia cruzado por ele umas duas vezes, mesmo trocando de trajeto, aconteciam os encontros. A sorte era que ela o via antes, e agora usava óculos escuros, aproveitava o verão e assim encobria boa parte de seu rosto, mas principalmente, não deixava seus olhos a denunciarem.

No momento em que ela o via, seu coração disparava, e ela precisava lutar contra si para se mover, para não correr ao encontro dele. Quando ficava sozinha em casa, chorava a sua dor da saudade... Ele era perfeito, tudo o que ela desejava em um homem ele possuía, por isso mesmo ela acreditava que ele não a perdoaria.
Ela começou a enlouquecer com aquela situação, ela o desejava... E só agora entendia que precisava dele, mas era tarde demais... Não o via há mais de uma semana, ia antes do horário para a praça que ele cruzava todos os dias, sentava e lá ficava a procurar. Ela estava de férias, então pegava um livro, um chapéu, seus óculos e se sentava num banco. Mas nada, nem um sinal, assim como ela havia sumido do mundo virtual, ele sumiu do real.

Dias se passaram e suas férias já estavam acabando, e logo ela teria que voltar a trabalhar, e nem um sinal dele. Mesmo assim, ela ia todos os dias ler na praça...

Ele estava incrivelmente intrigado com a mulher que sempre estava lendo na praça nas duas últimas semanas. De manhã, o trânsito no centro era terrível, com muito congestionamento, então ficava alguns minutos observando-a.

Sentia que ela fazia o mesmo: observar. Mas parecia mais, ela dava a impressão de estar procurando alguém... E essa sensação lhe causava um aperto no peito, como se significasse algo profundo para ele. Aquela sensação que ele não tinha há meses, desde que sua amada sumiu, sem deixar esperanças para ele.

À noite, em sua cama, escutando rádio, tocou uma música especial:” Hoje a noite não tem luar” (Renato Russo/Legião Urbana), era uma das músicas que ela amava, que era especial, ela dizia que sempre se sentia sendo tocada no íntimo do seu ser ao escutar a letra...
A letra era como uma facada em seu peito:
E hoje a noite não tem luar, E eu estou sem ela, Já não sei onde procurar
Não sei onde ela está...”
E como num flash de memória ele lembrou de uma frase que ela havia escrito em uma das suas primeiras conversas online: “Se você quiser me achar pela rua, procure a mulher com um livro na mão e com fones no ouvido”.

Só podia ser ela na praça!

Aquela noite parecia não passar, as horas se arrastavam. Ainda era muito cedo quando ele estacionou seu carro num lugar próximo ao banco em que a mulher se sentava todos os dias. Uma hora se passou até a avistar. Ele usava calças jeans, uma camiseta mais solta, presa por um cinto bem leve, carregava só seu livro nas mãos e estava com fones, discretos, visível apenas porque o fio era branco, o que o destacava no azul da blusa.

O coração acelerou, não tinha certeza se era, não conseguia ver os olhos, nem o rosto... Porcaria de chapéu... e por que não estava nublado hoje?! Respirou fundo, saiu do carro, permaneceu ali parado ainda alguns minutos, reunindo coragem para fazer o que estivera prometendo há muito tempo para si mesmo.

Ela nem esperança tinha mais de encontrá-lo, ia até a praça pelo simples prazer de ler, e porque não conseguia ficar em sua casa, sozinha... Acomodou-se em seu banco preferido. O dia estava fresco, não tinha um sol tão intenso, então ela tirou seu chapéu, colocou ao seu lado e pôs seus óculos junto. Sem nem olhar ao seu redor, pois nada dali lhe interessava, além dos ruídos da cidade que lhe tirava o aperto da solidão, mesmo que temporariamente, iniciou sua leitura.
Enquanto ela realizava suas ações sem pensar, ele analisava cada movimento, e a cada segundo tendo a certeza que era ela. Sem dúvidas, direcionou-se até o banco.

Parou em frente dela. Ela ergueu os olhos para criticar quem quer que fosse que estava ali, atrapalhando seu momento de paz... Mas qualquer ação se perdeu quando seus olhos se encontraram. Ele não disse uma palavra sequer, apenas a puxou para si e lhe deu um beijo intenso, de puro desejo, luxuria.

Não dando atenção para nada do que havia ali, apenas a puxou consigo, indo em direção ao seu carro. Abriu a porta do passageiro, lhe indicou que entrasse, bateu a porta, deu a volta e embarcou também.

Nenhuma palavra trocada, nenhuma ação... Ele apenas dirigia, sem rumo ainda... E ela observava a estrada a frente. E assim foi por vários momentos, até ele parar em uma rua paralela, que circundava uma linda lagoa. Desceu e foi caminhando até a margem. Não sabia o que pensar, o que fazer... Havia pensando tanto naquilo e agora nada... Estava em choque.

Ela permaneceu no carro, buscava coragem. Sabia que agora não tinha volta, eles estavam sozinhos, era a hora da verdade... E a dor que ela sentiu ao imaginar perdê-lo novamente foi esmagadora, mas era o certo a fazer.

Saiu do veículo e caminhou na direção dele com passos leves e demorados. Ele olhava o horizonte, não a viu até ela estar ao seu lado. Ela pegou sua mão. Ele não hesitou. E assim permaneceram mais alguns segundos. Até a realidade cair sobre eles. Eles se olharam, um olhar verdadeiro, de encontro de almas. Daquela forma que palavra nenhuma consegue descrever. Quando o inconsciente fala mais que qualquer ação. A única pergunta: Por quê? A única resposta nesse momento: Medo...Sem mais nenhuma palavra, dita ou pensada, eles se entregaram de corpo e de alma para aquele magnetismo que eles sentiram desde seu primeiro olhar cruzado...E foi ali, na beira da lagoa qe colocaram de lado todas as dores, medos e angústias e finalmente tiveram seu momento, nada havia além deles no mundo.

A única coisa que ouviram ao fundo (vindo não se sabe de onde) foi a melodia da música que agora era integrante dos dois, com um significado misteriosamente encaixado em suas vidas... “Tenho certeza que não sonhava, A noite linda continuava, E a voz tão doce que me falava, O mundo pertence a nós”.

Luana Jenifer

Imagem: Samuel Marcondes Fotografias

domingo, 3 de setembro de 2017

Minha Alma Celta


A cada passo se desvenda um mundo mágico,
onde fadas e cavalos alados a mim se revelam,
eu começo a adentrar neste universo mágico
do mundo do faz de contas...
Deixo a imaginação pintar a paisagem que se desvenda diante de meus olhos,
permito-me dar asas ao mundo encantado das fantasias.
Sinto minhas asas crescerem ,
meu lindo vestido verde da Deusa Airmid vai tomando proporções ,
meus pés tocam a relva ainda orvalhada das primeiras horas da manhã,
colho as ervas para minhas infusões,
entrego-me de corpo e alma à floresta,
toco o musgo fresco das arvores,
sinto o aroma da terra molhada no vale do amanhecer....
sinto-me renascer em minha  antiga alma celta.....
sim isso é real...
Folhas secas que estalam no meu caminhar,
floresta encantada tocada pela luz solar,
sou envolvida pela atmosfera e o cheiro da terra molhada,
sou embalada pela canção das estrelas,
ohhhh!...
como é deslumbrante a noite escura e misteriosa junto aos seres da floresta!,
como é contagiante o alvorecer de minha’alma ancestral!
Sim, isso é real...


Anngela Antonelli
Imagem: Atlantis Holistica - blogger

sábado, 26 de agosto de 2017

Mãe Reflorestadora



Quando eu era criança, nossa família vivia num sítio. Década de 1930 a 1950, em Gramado. Em 1930, meus pais e irmãos mais velhos foram extrativistas, isto é, tiravam da terra o que a natureza lhes dera até então. Caminhões e mais caminhões levavam a madeira e os xaxins que havia em profusão. Para as vacas leiteiras e cavalos foi feita uma invernada. Eles se alimentavam das gramas e pequenos arbustos e inços entre as árvores altas.

A partir de 1940, como colonos, ajudados por peões, plantavam-se muitos tipos de plantas, como: milho, batatas, pessegueiros, macieiras, pereiras, laranjeiras, amoras, framboesas, vimes. Estas plantações, além de pasto para vacas, cavalos, porcos, galináceos davam o sustento à família e empregados.

Minhas irmãs e eu, por sermos meninas, o que dificultava o trabalho pesado da lavoura, “fomos saídas” para parentes de cidades para estudar e ter futuramente uma profissão.

Assim, tornei-me professora. Durante muitos anos, poucas vezes retornei ao lar, apenas para curtir férias.

As pessoas da família foram desaparecendo como por encanto. Faleciam. Leis vieram. A estrutura do sítio mudou. Não mais havia família como antes, nem empregados.

Um dia, lá pelos anos de 2010, andando pelas terras, vi uma infinidade de jovens araucárias, copadas, mais altas que eu. Algumas em linha reta. Como surgiram ali?
Minha irmã, ao meu lado, que morou com nossos pais por mais tempo que eu, respondeu:

- Lá pelos anos de 1980, mais ou menos, nossa mãe quis reflorestar. Plantou estas árvores. Ela foi esperta. Sabia que as araucárias são frágeis no desenvolvimento, por  isso colocou os pinhões ao lado dos moirões (postes) das cercas da invernada. Assim, o gado não pisaria os brotos e as árvores poderiam crescer.

Isto foi o que realmente aconteceu. Lágrimas vieram aos meus olhos. Imaginei minha mãe, aos 75 anos, colocando aqueles pinhões no lado de cada moirão ao redor da invernada. Alguns não vingaram, claro, mas uma infinidade de pinheiros, agora com 30 anos, parece que agradecem o gesto anônimo de uma velhinha que lhes deu a vida.

Atualmente, leis proíbem o corte das araucárias, por isso aquelas árvores podem crescer sem susto.

Liti Belinha Rheinheimer
Imagem: Instituto Chico Mendes

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O Rinque da Vida




Quando se entra no rinque desta vida,
Almeja-se a taça da felicidade;
Porém, para alcançá-la não há facilidade,
É necessário ter uma meta definida.

Para conquistá-la, lutar constantemente,
Contra os adversários mais ferozes;
Eles são poderosos, são algozes...
Mas não vêm de fora; estão dentro da gente!

No rinque da vida, é preciso derrotar
O medo, o orgulho, a inveja, o pessimismo,
A ganância, a soberba, o egoísmo;
Que nos amarram; nos impedem de voar...

Impedem de voar acima da maldade;
De ver, no irmão, só o melhor que nele existe,
De buscar a paz, de ter amigos e de não ser triste...
De conquistar a “taça” da felicidade!


Zulma de Bem

Imagem: El blog de la salud. Suplementos Deportivos

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Arco-íris



Busca eterna, no infinito,
Arco-íris,
Que bonito!

Róseos pensamentos,
Amarelas flores,
Brancas certezas,
Rubros amores...

Violáceas esperanças,
Alaranjados encontros.
Vai e vem de cores
Fuga das dores.

Preto, branco, azul anil...
Olhos e beijos,
Criança gentil.

Procura, subindo,
Desliza ao descer,
Em curva sinuosa
Ver o tempo correr.

Busca o tesouro.
Da lenda o encanto,
Sonha com ouro!

Arco-íris da vida,
Esperança incontida.
Acelera o coração.

Desfaz névoas, surge luz.
Torna forte e conduz:
O pote à fé,
O ouro ao amor!
Inebriada, canta em louvor.

                                       Renate Gigel

Imagem: luz crítica - blogger


sábado, 15 de julho de 2017

Eles...




Se você pensa que pode viver sem eles ...esqueça!
Se você pensa que pode sorrir demais sem eles... nem se atreva!
Se você dizer que eles nada lhe acrescentam ...desminta!
Se você pensa que pode ser mais que tudo sem  eles, você nem entende  de amor, de luz,  de calor, de verdadeiro ardor!
Filhos são a nossa alegria, nossa vida , calor intensidade vigor.
 São aquela tênue linha da paz entre e sofrer ou  viver.
São respostas para tudo, desde o infinito e o nada ter.
São caminhos, estratégias, etapas que firmamos nossos pés, no fim do drama.
São os elos costurados do amor desenfreado.
São as velas daquele barco sem leme, rumo, sem bússola ou vento.
São eles, creia tenha certeza, o grande  querer em vencer.
A nossa virada nas agruras, a nossa verdade nua e crua.
São eles, amados que nos firmam, em tecer a linha do viver.
São seres divinos que nos ensinam a somente crer, jamais descrer
Anjos amados , amores  queridos
Vivemos hoje nos seus caminhos, que belos motivos
Temos  para agradecer!!!
Que sejam saudados hoje e sempre bem-vindos,
Sejam bravos,destemidos, jamais vencidos,
Na caminhada da vida, lembrar de exemplos, pais,
verdadeiros amigos,algo para ser decorado,condecorado!
Isto lhe digo!


Máyra S. L. 
Imagem: Jornal Cruzeiro do Sul 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

TER MÃE



Não, você não leu errado. O título está correto. Não é SER MÃE, é TER MÃE, mesmo.

Observo as atitudes da minha filha e vejo que muitas coisas que ela faz, é porque tem mãe. Não no comportamento, mas nas atividades do dia a dia.

Ela lava a louça e não limpa o fogão, pois sabe que TEM MÃE e esta virá finalizar a tarefa, limpando o fogão e secando melhor a pia.

Ela lava a louça e não tira os farelos da mesa, porque sabe que a mãe virá fazer isso mais tarde.

Ela coloca as roupas no varal e não se importa de recolhê-las, pois sabe que a mãe fará isso por ela. Mesmo não recolhendo, as roupas se dobram sozinhas e vão parar, misteriosamente, sobre sua cama.

Ela “esquece” o calçado na sala e, mais tarde, misteriosamente, ele aparece em seu quarto.

Ela dorme descoberta, pois sabe que se esfriar durante a noite, “surgirá” um cobertor para aquecê-la.

Poxa! Que maravilha é TER MÃE!

Quisera que elas fossem eternas!

Queria ter a minha para sempre!

Ter mãe, é “ter as costas quentes”, precisar se preocupar apenas com a metade do problema, saber que se você não der conta, a mãe estará lá para segurar a barra.

Bom seria se pudéssemos ter o cuidado e a proteção da mãe em todos os momentos, mas a vida real não nos permite isso.

Lá fora, não nos é permitido levar a mãe, como acessório básico, item de série, para ser usado em caso de emergência. Lá fora, temos que finalizar a tarefa, fazer o serviço completo.

Por isso, use com moderação, conte com o auxílio da mãe em pequenas porções, doses homeopáticas, para não se sentir órfã quando ele lhe faltar.

Aida Pietzarka

Imagem: Viviane Freitas