quarta-feira, 17 de abril de 2013

Pulo pra cá, pulo pra lá...




                              História em Itabira, terra de
                                    
      
 
 
                                                  Carlos Drummond de Andrade

Diário de Bordo:
 Dia 4 de abril de 2013.
Aeroporto Salgado  Filho -  Porto Alegre.


Eram amigos,
Nem todos ainda,
Mas partiram juntos, rumo a Minas...
Que bela seleta, que gente animada,
Na saída nem tanto, mas depois, pela  estrada ...
...Nem te  conto...

Prá não fazer feio, teve gauchada:
E a mala da Jane, cadê?
Foi  sequestrada !!!!!!!!!!!!!
E agora, e a festa???? e a roupa  ?????
Só emprestada!
Que bom que tinha,
De bom coração,
A amiga, a tia, a turma, os “irmãos”.
E lá pelas tantas, querendo chegar,
Surge a pergunta: ”E o hotel, onde será?”
Um diz à direita, quem sabe, vamos dobrar!
Mas , vem tiro certo, depois de se perguntar:
“Afiná, é no hotel ou no sumitério que oceis vão ficar?”
Tá, certo, amigo. Obrigado por ajudar.
Chegamos! Descemos!Enfim, breve  lar.
Cidade brejeira, povo gentil...
Espera aí, nem  tanto...
E o cara da foto “Pode esquecer ,que não vou tirar!”
E a dona do elevador “Ele é automático, não precisa apertar!”
E o motorista  que agita e grita:
“Vai por lá, sô, que dá prá passar!”
Serão da terrinha ou turistas  de lá?

Detalhes apenas, nada prá se arreiar.
Olhando em volta, vamos passear....
Ruelas, lombadas, lojinhas  e bar.
“Bar do come em pé” ué.
Então, moçada, vamos comprar!
Sem   Shopping, pois é,
Nem dá prá acreditar.
Mas,  mesmo assim, compraram lembranças
E, pasmem! levaram presentes: brusas,
Brusas de listinhas, bem  diferentes.

E pula prá cá e pula prá lá
Ao longo de quatro dias,
A grande descoberta prá se ficar:
Padaria da família Pires
Pra comer (muiiiito) e conversar.

No dia seguinte, já formado pelotão,
Uníssono e uniforme,
Rumo  ao desconhecido, animados,
Eles  vão.
Quanta beleza!
A Praça da Maria Fumaça,
O memorial, com vista global,
Minas, minério e seu capital.
O Pico do Amor ( com nefastos efeitos colaterais!!!!!Paixões desenfreadas ressuscitadas)
Carlos Drummond de  Andrade, reverenciado
E sua obra, sugada com olhos e  alma, para sempre assimilada
 

 Olha o efeito do Pico do Amor


O pontal, sua casa,
 a represa,a história contada por muros, portas e paredes.
Lustres, bancos e treliças
Invadem de curiosa saudade de algo que parece ter vida eternizada.
E seguem, passam por ruas calçadas com o que a terra tem de riqueza:
Minério de ferro.
Usado, em quantidade, utilidade e beleza.
É a subsistência do lugar, onde parece que a  tranquilidade
Está seu povo a embalar.

Povo falante, de riso solto,
Caixinhas de surpresa,
Singeleza no aspecto
-Que tal Adamastor, o motorista?
De pensamentos ricos,
Determinados e nada revoltos.
Ama sua terra, sua gente e cresce em pensar diferente.

E finalmente o grande dia!
Nossa! que correria!
Até a mala chegou. Que alegria!
Roupas, cabelos...aí, perdição!
Foi aí a vez do meu “papelão”
“Seu nome, senhora?”-
-“Sim, o quê? Meu nome? Um instante...
Como pude esquecer!?
“Gurias, meu  nome, podem me dizer?”
E todos, mas todos, de rir a morrer.

À noite, enfim, todos alinhados,
Lindos, vestidos e perfumados.
E a ansiedade, nossa!
Eis o táxi, finalmente,
Todos acomodados.
Rumo à festa !
Nossa! olhem s ó que entrada!
Bem linda,  florida, solene e arrojada,
Música, luzes e  performance  elaborada.
O burburinho é geral,
A alegria total.
Muitos homenageados,
Muitos convidados.
Solenes presenças, ilustres autoridades.
E lá vão os agraciados receber seus troféus,
Alguns pisando em nuvens do céu!
Não sem antes terem ouvido a leitura de seus currículos,
Onde entre vários paradoxos quebrados,  graduados em
piscologia  e grandes esposas arroladas,
finalmente chegou a vez da nossa estrela iluminada.

“Eis na passarela a escritora Mardilê Fabre, de São Leopoldo/RS,
Encantadora  no seu vestido rosé, plena de juventude eterna no olhar e no sorrir.”
Nossa  premiada e  seu troféu “ Cecília Meireles”.
 ( a estauta ! assim batizada)

Brindamos,taças a tilintar!
Café na saída,
 quase novo dia a raiar..........
Sem mais, encerramos após longo baile e inúmeros clicks e flashs, o evento que nos fez vir do Rio Grande para as Minas Gerais, encontrar a certeza de que amigos e amizade, antiga ou recente, pode se tornar eterna.

Então, de volta minha gente!
Não  esqueçam  de fazer marketing literário, viu?
E se por acaso não encontrar o sanitário do aeroporto, é só perguntar
Onde fica.
“Pa cá tem, pa cá tem  e pa lá também, uai!”


Beijos e obrigada!!!
Muito aprendi, especialmente com a lição de vida que vem acompanhada dos  sorrisos de batalhas vencidas  e sonhos a realizar ,independente da idade de cada um.


 Renate/ Itabira/ 2013

Renate Gigel

2 comentários:

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  2. Renate, muito boa a tua descrição da viagem em forma de poema.

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